quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Serviços de VPN com confiança (2026)

 

Serviços de VPN com confiança em 2026

O que é Proteção de VPN? | Trend Micro (BR) 

A escolha de uma VPN pode ser avaliada sobretudo através de quatro factores:

  1. Jurisdição — onde a empresa está legalmente sediada e quais as leis a que está sujeita.
  2. Retenção de dados — se existem leis que obriguem a empresa a conservar dados dos utilizadores.
  3. Política de privacidade e auditorias — política de no-logs e respectiva verificação independente.
  4. Infra-estrutura técnica — por exemplo, utilização de servidores exclusivamente em RAM.

1. Surfshark — Países Baixos 🇳🇱

Sede: Amesterdão, Países Baixos

Jurisdição

  • A Surfshark B.V. está sediada em Amesterdão, nos Países Baixos.
  • A empresa transferiu a sua sede das Ilhas Virgens Britânicas para os Países Baixos em Outubro de 2021.
  • Está, por isso, sujeita à legislação dos Países Baixos e da União Europeia.

Protecção de dados

  • Está abrangida pelo RGPD (Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados).
  • Os Países Baixos não possuem uma lei geral que obrigue os serviços VPN a conservar os registos da actividade dos utilizadores.

Alianças de informações

  • Os Países Baixos fazem parte da Nine Eyes, uma aliança de partilha de informações entre vários países.

Privacidade e infra-estrutura

  • Política de no-logs, sujeita a auditorias independentes.
  • Utilização de servidores baseados exclusivamente em RAM.
  • Os dados armazenados temporariamente na memória são eliminados quando o servidor é reiniciado.

Em resumo

Pontos a considerar: jurisdição europeia, RGPD, política no-logs auditada e infra-estrutura baseada em RAM.


2. NordVPN — Panamá 🇵🇦

Sede: Panamá

Jurisdição

  • A NordVPN está sediada no Panamá.
  • O Panamá não possui leis gerais que obriguem os serviços VPN a conservar registos da actividade dos utilizadores.
  • O país está fora das principais alianças ocidentais de partilha de informações, como a Five Eyes.

Privacidade e auditorias

  • Política de no-logs sujeita a múltiplas auditorias independentes.
  • As auditorias foram realizadas por empresas como a Deloitte e a PwC.

Infra-estrutura

  • Utilização de uma infra-estrutura de servidores baseada em RAM.

Estrutura empresarial

  • A NordVPN e a Surfshark pertencem ao mesmo grupo económico, a Nord Security.
  • Apesar disso, funcionam através de entidades jurídicas e infra-estruturas separadas.

Em resumo

Pontos a considerar: jurisdição panamiana, política no-logs auditada, servidores baseados em RAM e ausência de sujeição directa às principais alianças ocidentais de partilha de informações.


3. Proton VPN — Suíça 🇨🇭

Sede: Suíça

Jurisdição

  • A Proton VPN está sediada na Suíça.
  • A Suíça não pertence à União Europeia.
  • Está sujeita à legislação suíça em matéria de protecção de dados.

Privacidade

  • Política de no-logs.
  • A empresa submete os seus serviços a auditorias independentes.

Código-fonte

  • As aplicações da Proton são open-source.
  • O código-fonte pode ser analisado publicamente, permitindo uma verificação independente da implementação das aplicações.

Em resumo

Pontos a considerar: jurisdição suíça, política no-logs, auditorias independentes e aplicações de código-fonte aberto.


4. ExpressVPN — Ilhas Virgens Britânicas 🇻🇬

Sede: Ilhas Virgens Britânicas (BVI)

Jurisdição

  • A ExpressVPN está sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.
  • As BVI possuem um sistema jurídico próprio e não têm uma obrigação geral de retenção de dados aplicável aos serviços VPN.

Privacidade

  • Política de no-logs sujeita a verificações e auditorias externas.
  • A política de não retenção de registos também foi posta à prova em situações reais envolvendo autoridades.

Infra-estrutura

  • Desenvolveu a tecnologia TrustedServer, baseada em servidores que utilizam exclusivamente memória RAM.
  • Esta arquitectura foi concebida para evitar a persistência de dados no disco rígido dos servidores.

Em resumo

Pontos a considerar: jurisdição das BVI, política no-logs, auditorias externas e tecnologia TrustedServer baseada em RAM.


Comparação rápida

VPNJurisdiçãoRGPDPolítica no-logsAuditoriasServidores RAMCódigo aberto
Surfshark🇳🇱 Países BaixosSimSimSimSimParcial
NordVPN🇵🇦 PanamáNãoSimSimSimParcial
Proton VPN🇨🇭 SuíçaNãoSimSim—Sim
ExpressVPN🇻🇬 BVINãoSimSimSimParcial

Aspectos a ter em atenção

A jurisdição, por si só, não determina o nível de privacidade de uma VPN. É importante considerar conjuntamente:

  • a legislação do país onde a empresa está sediada;
  • eventuais obrigações legais de conservação de dados;
  • a política efectiva de no-logs;
  • auditorias independentes e a sua periodicidade;
  • a arquitectura técnica dos servidores;
  • a transparência da empresa;
  • a existência de incidentes de segurança conhecidos;
  • a estrutura societária da empresa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

[Tutorial] Como modificar o ícone de um ficheiro EXE

Sejamos sinceros: algumas aplicações têm ícones realmente feios. É verdade que se pode sempre criar um atalho para o ficheiro EXE e depois alterar o ícone desse atalho, mas qual seria a graça disso? Eis como alterar o ícone do próprio ficheiro EXE.

O Windows não inclui uma funcionalidade integrada para alterar ícones de ficheiros EXE. Por isso, antes de começar, terá de se transferir e instalar uma cópia gratuita do Resource Hacker.

https://www.angusj.com/resourcehacker/ 

Depois de instalar o programa, abrir o File Explorer (Explorador de Ficheiros) e localizar a pasta que contém o ficheiro EXE.

cei_1

Se tiver um atalho para a aplicação e não souber onde se encontra o ficheiro original, pode-se clicar com o botão direito do rato no atalho (ou Shift + clique com o botão direito no atalho que estiver na Taskbar (Barra de Tarefas) ou no Start menu (Menu Iniciar)) e seleccionar Open file location (Abrir localização do ficheiro).

 

Quando se encontrar a pasta que contém o ficheiro EXE, fazer uma cópia desse ficheiro para servir de cópia de segurança, caso algo corra mal.

Seleccionar o ficheiro, pressionar Ctrl+C e, em seguida, pressionar Ctrl+V para colar uma cópia na mesma pasta.

Desta forma, se a alteração do ícone não resultar como esperado ou se o ficheiro ficar corrompido, poder-se-á restaurar facilmente a versão original utilizando a cópia de segurança.

 cei_3

  Quando se instala o Resource Hacker, é adicionada uma opção ao menu de contexto apresentado ao clicar com o botão direito do rato sobre ficheiros.

Clicar com o botão direito sobre o ficheiro EXE original (não sobre a cópia de segurança que criou) e seleccionar Open using Resource Hacker (Abrir com o Resource Hacker).

 cei_4

 Na janela do Resource Hacker, seleccionar a pasta "Icon" no painel esquerdo. Em seguida, clicar no menu "Action (Acção)" e escolher a opção "Replace Icon... (Substituir Ícone...)".

 cei_5

 Na janela "Replace Icon (Substituir Ícone)", clicar no botão "Open file with new icon... (Abrir ficheiro com novo ícone...)" e navegar até à localização do ícone que se pretende utilizar.

A origem do novo ícone pode ser um dos seguintes tipos de ficheiro:

  • EXE (ficheiro executável)
  • DLL (biblioteca de ligação dinâmica)
  • RES (ficheiro de recursos)
  • ICO (ficheiro de ícone)

 cei_6

Depois de seleccionar o ícone, este será apresentado na janela "Replace Icon (Substituir Ícone)".

De seguida, na lista apresentada do lado direito, seleccionar o ícone que se pretende substituir.

Se aparecer mais do que um ícone na lista, o primeiro item é normalmente o ícone principal do ficheiro EXE. No entanto, poderá ser necessário analisar os restantes itens para confirmar qual é o ícone correcto.

Depois de seleccionar o ícone a substituir, clicar no botão "Replace (Substituir)".

 cei_7

De volta à janela principal do Resource Hacker, verá que a pasta "Icon" seleccionada passa agora a apresentar várias versões do ícone que escolheu para substituição, em diferentes tamanhos e resoluções.

Isto é normal, uma vez que o Windows utiliza diferentes dimensões do mesmo ícone consoante o contexto em que é apresentado, por exemplo:

  • 16 × 16 píxeis para listas e detalhes;
  • 32 × 32 píxeis para visualizações normais;
  • 48 × 48 píxeis para ícones maiores;
  • 256 × 256 píxeis para ecrãs de alta resolução e visualizações ampliadas.

Se os ícones apresentados corresponderem ao ícone que pretende utilizar, a substituição foi efectuada com sucesso. O passo seguinte é guardar as alterações através de File > Save (Ficheiro > Guardar) ou File > Save As... (Ficheiro > Guardar Como...).

cei_8 

Está agora pronto para guardar o ficheiro. Quando for solicitado, substituir o ficheiro EXE original pela versão modificada e, de seguida, fechar o Resource Hacker.

Depois de concluir o processo, abrir o File Explorer (Explorador de Ficheiros) e verificar se o novo ícone está a ser apresentado para o ficheiro EXE.

Se o ícone antigo continuar a aparecer, poderá ser necessário:

  • Actualizar a janela do Explorador de Ficheiros (tecla F5);
  • Terminar e reiniciar o Windows Explorer (Explorador do Windows) através do Task Manager (Gestor de Tarefas);
  • Limpar a cache de ícones do Windows;
  • Reiniciar o computador.

Caso seja necessário voltar ao ícone original, ou se tiver algum problema no executar o ficheiro EXE após a alteração, pode-se restaurar facilmente a versão original utilizando a cópia de segurança que se criou antes de iniciar o procedimento.

 

Nota: Alguns ficheiros EXE protegidos pelo sistema, assinados digitalmente ou pertencentes a aplicações instaladas em locais protegidos poderão deixar de funcionar correctamente ou perder a assinatura digital após a alteração dos recursos internos. Por esse motivo, é recomendável efectuar este procedimento apenas em aplicações próprias ou quando tiver uma cópia de segurança do ficheiro original.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[Dica] Como limpar o histórico de protecção no Windows 11/10

 

 

 

Método 1. Utilizar o Explorador de Ficheiros (manualmente)

O Windows Defender armazena os registos do histórico de protecção como ficheiros no computador. Por isso, pode-se limpar manualmente o histórico de protecção através do Explorador de Ficheiros.

Passo 1. Primir as teclas Windows + E para abrir o File Explorer (Explorador de Ficheiros). Em seguida, ir ao separador View (Ver) e assinalar a caixa de verificação junto de Hidden items (Itens ocultos).

Passo 2. Introduzir o seguinte caminho na barra de endereços e primir Enter:

 
C:\ProgramData\Microsoft\Windows Defender\Scans\History\Service
 

Em alternativa, pode-se navegar até esta localização pasta a pasta.

Passo 3. Seleccionar todos os ficheiros, clicar com o botão direito do rato e escolher Delete (Eliminar).

select the button to delete files 

Método 2. Utilizar o Visualizador de Eventos (manualmente)

O Event Viewer (Visualizador de Eventos) apresenta um registo de mensagens de aplicações e do sistema, incluindo erros, mensagens informativas e avisos. Se não se souber como limpar o histórico de protecção, pode-se utilizar este método seguindo os passos abaixo.

Passo 1. Escrever Event Viewer (Visualizador de Eventos) na caixa de pesquisa do Windows e clicar no resultado com a melhor correspondência.

Passo 2. Expandir Applications and Services Logs (Registos de Aplicações e Serviços) ao clicar na seta ao lado da opção. Em seguida, expandir Microsoft > Windows. Depois, desçer na lista e expandir Windows Defender.

Passo 3. Clicar em Operational (Operacional) e, no painel da direita, seleccionar Clear Log... (Limpar Registo...).

clear log 

Método 3. Utilizar o Windows PowerShell (automaticamente)

O Windows PowerShell é uma ferramenta de linha de comandos frequentemente utilizada para automatizar tarefas de administração do sistema. Pode-se utilizá-lo para configurar a eliminação automática do histórico de protecção do Windows Defender.

Passo 1. Escrever Windows PowerShell na caixa de pesquisa do Windows, clicar com o botão direito sobre o resultado e seleccionar Run as administrator (Executar como administrador).

Passo 2. Na janela apresentada pelo User Account Control (Controlo de Conta de Utilizador), seleccionar Yes (Sim) para permitir que a aplicação efectue alterações no computador.

Passo 3. Introduzar o seguinte comando e primir Enter:

Set-MpPreference -ScanPurgeItemsAfterDelay N

N corresponde ao número de dias após os quais pretende que o histórico de protecção seja eliminado automaticamente.

Por exemplo, se se pretender que o histórico de protecção seja eliminado automaticamente ao fim de 5 dias, executar:

Set-MpPreference -ScanPurgeItemsAfterDelay 5
 
Desta forma, o Windows Defender irá eliminar automaticamente os registos do histórico de protecção após o número de dias definido.
 
type the correct command to clear protection history 

Método 4. Utilizar o Editor de Política de Grupo Local (automaticamente)

O Local Group Policy Editor (Editor de Política de Grupo Local) é um suplemento da Microsoft Management Console (MMC). Através desta ferramenta, pode-se configurar e modificar definições de políticas de grupo. Também pode ser utilizada para eliminar automaticamente o histórico de protecção.

Passo 1. Primir as teclas Windows + R para abrir a janela Run (Executar).

Passo 2. Escrever gpedit.msc na caixa de texto e primir Enter.

type gpedit.msc

Passo 3. Expandir as seguintes pastas pela ordem indicada:

Computer Configuration (Configuração do Computador) > Administrative Templates (Modelos Administrativos) > Windows Components (Componentes do Windows) > Windows Defender Antivirus.

Passo 4. Na secção Windows Defender Antivirus, seleccionar Scan (Analisar).

Passo 5. No painel da direita, fazer duplo clique em Turn on removal of items from scan history folder (Activar a remoção de itens da pasta do histórico de análises).

choose Turn on removal of items from scan history folder 

Passo 6. Na nova janela, seleccionar Enabled (Activado). Em seguida, definir o número de dias durante os quais os itens devem permanecer na scan history folder (pasta do histórico de análises) antes de serem eliminados permanentemente e clicar em Apply (Aplicar).

Após este período, os itens do histórico de análises do Windows Defender serão removidos automaticamente de acordo com a configuração definida.

 enable automatic removal

 

Agora, todas as operações estão concluídas e já não será necessário limpar manualmente o histórico de protecção. O sistema irá eliminar automaticamente o histórico de protecção do Windows Defender de acordo com o número de dias que se definiu.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

[Info] DNS4EU: DNS da União Europeia

 



O DNS4EU é um novo serviço criado pela União Europeia para tornar a navegação na Internet mais segura e privada. Sempre que escrevemos o nome de um site no navegador, existe um sistema chamado DNS que encontra o endereço correcto desse site. Até agora, muitas pessoas utilizavam os DNS da Google, da Cloudflare ou dos seus operadores de Internet.

Com o DNS4EU, a União Europeia pretende oferecer uma alternativa europeia que cumpra as regras de protecção de dados do RGPD e que mantenha a informação dos utilizadores sob normas europeias. Além disso, o serviço inclui opções de protecção que ajudam a bloquear sites maliciosos, tentativas de fraude, spam, publicidade excessiva e até conteúdos inadequados para crianças.

Na prática, para o utilizador comum, o DNS4EU funciona como uma camada adicional de segurança ao navegar na Internet, ajudando a reduzir os riscos de aceder a páginas perigosas e reforçando a privacidade online. A sua utilização não requer programas especiais, bastando alterar as definições de DNS no computador, telemóvel ou router.

Em resumo, o DNS4EU procura oferecer aos cidadãos europeus uma Internet mais segura, mais privada e menos dependente de grandes empresas tecnológicas estrangeiras, permitindo que cada utilizador escolha o nível de protecção mais adequado às suas necessidades.


Lista de Endereços DNS disponibilizados

DNS não filtrado:
86.54.11.100 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:100

Proteção contra sites maliciosos e fraudulentos (Protective):
86.54.11.1 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:1

Proteção de Crianças (Protective + Child Protection):
86.54.11.12 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:12

Proteção contra spam e publicidade (Protective + Ad Blocking)
86.54.11.13 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:13 

Proteção infantil, spam e publicidade (Protective + Child Protection + Ad Blocking):
86.54.11.11 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:11 

 

WebSite Oficial: https://joindns4.eu

 

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

[Dica] Mozila Firefox - Activar VPN

 


Firefox lançou VPN gratuita para todos

Os utilizadores da Internet são constantemente bombardeados por tentativas de roubo de dados e rastreio. Assim, qualquer notícia relacionada com a privacidade é bem-vinda. O browser Firefox tem uma VPN gratuita com muitas vantagens e, como seria esperado, algumas limitações.

A VPN gratuita do Firefox funciona como um proxy, oculta o endereço IP e encripta a ligação sem exigir a instalação de qualquer aplicação. Ao contrário de outras VPN gratuitas, não vende os dados e não mantém registos. Não deve ser esquecido que a Mozilla já tem uma VPN paga, a Mozilla VPN, pelo que, logicamente, não quer que a versão gratuita canibalize a paga, razão pela qual tem algumas limitações.

É uma VPN exclusiva para navegadores. Oculta o endereço IP quando se visita sites, mas não em aplicações fora do navegador. Além disso, o plano apenas permite 50 GB de dados por mês. Isto é suficiente para quem usar a VPN apenas para navegar na Internet, mas pode não ser suficiente se descarregar ou ver filmes em streaming. Como é gratuito, é normal que a sua velocidade de navegação seja reduzida. 

 

Outra limitação é que não se pode escolher o país de origem do endereço IP da VPN. Portanto, é inútil a quem precisar de um IP do Japão ou dos Estados Unidos para aceder a um website ou serviço. No entanto, pode-se escolher ligação entre 5 países: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido.

Estas limitações são esperadas numa VPN gratuita. A vantagem de utilizar a VPN do Firefox é que não se precisa de instalar qualquer aplicação ou extensão. Tem-se a tranquilidade de saber que não irá utilizar os dados. 

Como activar VPN no navegador Firefox

Se o navegador não possuir o símbolo de VPN no canto direito superior, 

 

Escrever na barra de endereços:

about:config

 

Procurar por:

browser.ipprotection.enabled

Alterar a condição 'false' para 'true' e o botão da VPN irá aparecer. 

Reiniciar o navegador e estará funcional. 

NOTA: é necessário ter conta de utilizador na Mozilla.

 

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

[Dica] Upgrade do Windows 10 para o Windows 11 em computadores não suportados

 How to Upgrade Windows 10 to Windows 11 For Free (Official)

Apesar de o Windows 11 já estar disponível há vários anos, ainda existem muitos computadores a executar o Windows 10 por não cumprirem os requisitos mínimos exigidos pela Microsoft.

Os motivos mais comuns são:

  • Processador não suportado pela Microsoft;
  • Ausência de TPM 2.0 (Trusted Platform Module);
  • Secure Boot desactivado ou não disponível na BIOS/UEFI. 

 

Em muitos casos é possível contornar estas limitações através de alterações ao registo do Windows (Regedit) ou utilizando métodos de bypass dos requisitos. No entanto, mesmo após essas alterações, o Windows Update pode não disponibilizar a actualização para o Windows 11, obrigando à realização de uma instalação limpa do sistema operativo.

Felizmente, existe um método simples que permite efectuar o upgrade para o Windows 11 mantendo os programas instalados, as configurações, os documentos e os ficheiros pessoais.

Antes de começar

Recomenda-se:

  • Fazer uma cópia de segurança dos dados mais importantes;
  • Confirmar que existe espaço livre suficiente no disco;
  • Desactivar temporariamente software de segurança que possa interferir com o processo de actualização.

Como proceder

1. Montar o ficheiro ISO do Windows 11

Faça duplo clique no ficheiro ISO do Windows 11. O Windows irá criar automaticamente uma unidade virtual com uma letra atribuída (por exemplo, D:, E: ou F:).

2. Abrir a Linha de Comandos como Administrador

  • Clique no Menu Iniciar;
  • Escreva cmd;
  • Clique com o botão direito em "Command Prompt" ou "Linha de Comandos";
  • Escolha "Run as administrator".

3. Executar o comando

Navegue até à letra da unidade onde o ISO foi montado e execute:

d:\sources\setupprep.exe /product server

Substitua a letra d: pela letra correspondente à unidade onde o ISO está montado.

 

O que acontece a seguir?

Após executar o comando, será iniciado o assistente de instalação com a indicação de que está a ser preparado o Windows Server.

Apesar dessa indicação, o instalador irá detectar automaticamente a licença actualmente instalada no computador (Windows 10 Home ou Windows 10 Pro) e actualizar para a edição equivalente do Windows 11.

Durante este processo serão preservados:

  • Programas instalados;
  • Configurações do sistema;
  • Contas de utilizador;
  • Documentos;
  • Fotografias;
  • Outros ficheiros pessoais.

 

Passo importante

Na primeira janela do instalador, clique em:

"Alterar a forma como o Setup transfere actualizações"

 

e seleccione:

"Agora não"

 

Esta opção evita que o instalador descarregue actualizações durante o processo de upgrade, reduzindo a probabilidade de verificações adicionais que possam bloquear a instalação em equipamentos não suportados.

Considerações finais

Embora este método permita actualizar muitos computadores considerados incompatíveis com o Windows 11, a Microsoft continua a indicar que estes equipamentos não são oficialmente suportados.

Na prática, o sistema funciona normalmente na maioria dos casos, mas futuras actualizações poderão introduzir novas verificações ou limitações.

Por esse motivo, é aconselhável manter sempre cópias de segurança actualizadas dos dados mais importantes antes de efectuar qualquer actualização de sistema.

Este seguimento de passos foi elaborado com as versões do Windows 10 22H2 Portuguese x64_v1 e Windows 11 25H2 Portuguese x64_v2, significa que versões posteriores, este métodos poderá não estar disponível.

 

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

[Info] 5 VPNs Gratuitas

 


VPNs gratuitas: vale a pena usar?

Nos dias que correm, ter uma ligação VPN fora de casa pode ser bastante útil, sobretudo quando utilizamos redes públicas (como Wi-Fi de cafés, hotéis ou aeroportos), onde o risco de intercepção de dados é mais elevado.

Idealmente, o mais seguro é utilizar uma VPN própria (por exemplo, configurada em casa), garantindo assim que todo o tráfego passa por uma ligação controlada por nós. No entanto, nem todos têm conhecimentos técnicos ou equipamento necessário para implementar esta solução.

Como alternativa, existem empresas que disponibilizam serviços VPN comerciais, como:

  • Surfshark
  • NordVPN
  • ExpressVPN
  • ProtonVPN

Estes serviços são pagos e oferecem, regra geral:

  • Encriptação forte (ex.: AES-256)
  • Políticas de no-logs (ou registo mínimo de dados)
  • Infraestrutura estável e rápida
  • Suporte técnico
  • Maior compromisso com a privacidade

Estas características fazem com que sejam, à partida, opções mais fiáveis quando comparadas com serviços gratuitos.


E as VPNs gratuitas?

Existem diversos serviços VPN gratuitos disponíveis online. No entanto, é importante compreender uma regra fundamental:

Se o serviço é gratuito, muitas vezes o produto és tu.

Alguns serviços gratuitos podem:

  • Registar e vender dados de navegação
  • Injectar publicidade
  • Ter segurança fraca ou mal configurada
  • Utilizar servidores partilhados sem controlo

Isto não significa que todos os serviços gratuitos sejam inseguros, mas o risco é significativamente maior.


Quando faz sentido usar VPNs gratuitas?

As VPNs gratuitas podem ser úteis em cenários específicos e de baixo risco, como:

  • Testar ligações VPN
  • Aceder a conteúdos com restrições geográficas
  • Navegação sem introdução de dados pessoais sensíveis

⚠️ Não é aconselhado utilizar VPNs gratuitas para:

  • Acesso a contas bancárias
  • Email pessoal ou profissional
  • Portais das Finanças
  • Dados confidenciais ou empresariais

Sempre que exista informação sensível envolvida, o mais prudente é utilizar serviços fidedignos.


Exemplos de VPNs gratuitas com suporte OpenVPN

Durante a análise, foram testados alguns serviços gratuitos, não pela sua fiabilidade, mas pela funcionalidade e compatibilidade com OpenVPN.

VPN Jantit

https://www.vpnjantit.com/free-openvpn

  • Requer registo gratuito
  • Permite criar utilizador e password
  • Ligações com tempo limitado
  • Disponibiliza tutorial em vídeo

VPN Gate

https://www.vpngate.net/en/

  • Não requer registo
  • Lista pública de servidores (geridos de forma voluntária)
  • Informação detalhada diretamente na página

💡 Nota: este projecto é académico e os servidores são operados por voluntários — o nível de confiança pode variar.


VPN Book

https://www.vpnbook.com/

  • Sem registo
  • Fornece servidores e credenciais públicas
  • Configuração simples

⚠️ As credenciais são partilhadas, o que reduz o nível de segurança.


IPSpeed

https://ipspeed.info/free-openvpn.php

  • Sem registo
  • Lista de servidores e localizações disponíveis
  • Configuração manual via OpenVPN

Caso especial: ProtonVPN (plano gratuito)

https://protonvpn.com/download-windows

  • Requer registo
  • Aplicação própria (não focado em OpenVPN manual para utilizadores comuns)
  • Possui plano gratuito com limitações

📌 Este é um dos poucos serviços gratuitos com alguma reputação sólida na área da privacidade, embora com:

  • Velocidades limitadas
  • Menor número de servidores
  • Sem funcionalidades avançadas nos planos gratuitos

Conclusão

As VPNs gratuitas podem ser úteis para situações pontuais e de baixo risco, mas não devem ser encaradas como solução principal de segurança.

Para utilização regular, especialmente com dados pessoais ou sensíveis, a recomendação continua a ser:

  • Usar uma VPN própria (se possível)
  • Ou recorrer a serviços pagos e reconhecidos

A segurança e a privacidade online não devem ser comprometidas — especialmente quando o custo de uma solução fiável é relativamente reduzido.


Nota final

Todas estas redes devem ser utilizadas com precaução.
Cabe ao utilizador avaliar o risco e escolher a solução mais adequada ao seu caso.