quinta-feira, 13 de agosto de 2026

[Tutorial] Como modificar o ícone de um ficheiro EXE

Sejamos sinceros: algumas aplicações têm ícones realmente feios. É verdade que se pode sempre criar um atalho para o ficheiro EXE e depois alterar o ícone desse atalho, mas qual seria a graça disso? Eis como alterar o ícone do próprio ficheiro EXE.

O Windows não inclui uma funcionalidade integrada para alterar ícones de ficheiros EXE. Por isso, antes de começar, terá de se transferir e instalar uma cópia gratuita do Resource Hacker.

https://www.angusj.com/resourcehacker/ 

Depois de instalar o programa, abrir o File Explorer (Explorador de Ficheiros) e localizar a pasta que contém o ficheiro EXE.

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Se tiver um atalho para a aplicação e não souber onde se encontra o ficheiro original, pode-se clicar com o botão direito do rato no atalho (ou Shift + clique com o botão direito no atalho que estiver na Taskbar (Barra de Tarefas) ou no Start menu (Menu Iniciar)) e seleccionar Open file location (Abrir localização do ficheiro).

 

Quando se encontrar a pasta que contém o ficheiro EXE, fazer uma cópia desse ficheiro para servir de cópia de segurança, caso algo corra mal.

Seleccionar o ficheiro, pressionar Ctrl+C e, em seguida, pressionar Ctrl+V para colar uma cópia na mesma pasta.

Desta forma, se a alteração do ícone não resultar como esperado ou se o ficheiro ficar corrompido, poder-se-á restaurar facilmente a versão original utilizando a cópia de segurança.

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  Quando se instala o Resource Hacker, é adicionada uma opção ao menu de contexto apresentado ao clicar com o botão direito do rato sobre ficheiros.

Clicar com o botão direito sobre o ficheiro EXE original (não sobre a cópia de segurança que criou) e seleccionar Open using Resource Hacker (Abrir com o Resource Hacker).

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 Na janela do Resource Hacker, seleccionar a pasta "Icon" no painel esquerdo. Em seguida, clicar no menu "Action (Acção)" e escolher a opção "Replace Icon... (Substituir Ícone...)".

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 Na janela "Replace Icon (Substituir Ícone)", clicar no botão "Open file with new icon... (Abrir ficheiro com novo ícone...)" e navegar até à localização do ícone que se pretende utilizar.

A origem do novo ícone pode ser um dos seguintes tipos de ficheiro:

  • EXE (ficheiro executável)
  • DLL (biblioteca de ligação dinâmica)
  • RES (ficheiro de recursos)
  • ICO (ficheiro de ícone)

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Depois de seleccionar o ícone, este será apresentado na janela "Replace Icon (Substituir Ícone)".

De seguida, na lista apresentada do lado direito, seleccionar o ícone que se pretende substituir.

Se aparecer mais do que um ícone na lista, o primeiro item é normalmente o ícone principal do ficheiro EXE. No entanto, poderá ser necessário analisar os restantes itens para confirmar qual é o ícone correcto.

Depois de seleccionar o ícone a substituir, clicar no botão "Replace (Substituir)".

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De volta à janela principal do Resource Hacker, verá que a pasta "Icon" seleccionada passa agora a apresentar várias versões do ícone que escolheu para substituição, em diferentes tamanhos e resoluções.

Isto é normal, uma vez que o Windows utiliza diferentes dimensões do mesmo ícone consoante o contexto em que é apresentado, por exemplo:

  • 16 × 16 píxeis para listas e detalhes;
  • 32 × 32 píxeis para visualizações normais;
  • 48 × 48 píxeis para ícones maiores;
  • 256 × 256 píxeis para ecrãs de alta resolução e visualizações ampliadas.

Se os ícones apresentados corresponderem ao ícone que pretende utilizar, a substituição foi efectuada com sucesso. O passo seguinte é guardar as alterações através de File > Save (Ficheiro > Guardar) ou File > Save As... (Ficheiro > Guardar Como...).

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Está agora pronto para guardar o ficheiro. Quando for solicitado, substituir o ficheiro EXE original pela versão modificada e, de seguida, fechar o Resource Hacker.

Depois de concluir o processo, abrir o File Explorer (Explorador de Ficheiros) e verificar se o novo ícone está a ser apresentado para o ficheiro EXE.

Se o ícone antigo continuar a aparecer, poderá ser necessário:

  • Actualizar a janela do Explorador de Ficheiros (tecla F5);
  • Terminar e reiniciar o Windows Explorer (Explorador do Windows) através do Task Manager (Gestor de Tarefas);
  • Limpar a cache de ícones do Windows;
  • Reiniciar o computador.

Caso seja necessário voltar ao ícone original, ou se tiver algum problema no executar o ficheiro EXE após a alteração, pode-se restaurar facilmente a versão original utilizando a cópia de segurança que se criou antes de iniciar o procedimento.

 

Nota: Alguns ficheiros EXE protegidos pelo sistema, assinados digitalmente ou pertencentes a aplicações instaladas em locais protegidos poderão deixar de funcionar correctamente ou perder a assinatura digital após a alteração dos recursos internos. Por esse motivo, é recomendável efectuar este procedimento apenas em aplicações próprias ou quando tiver uma cópia de segurança do ficheiro original.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[Dica] Como limpar o histórico de protecção no Windows 11/10

 

 

 

Método 1. Utilizar o Explorador de Ficheiros (manualmente)

O Windows Defender armazena os registos do histórico de protecção como ficheiros no computador. Por isso, pode-se limpar manualmente o histórico de protecção através do Explorador de Ficheiros.

Passo 1. Primir as teclas Windows + E para abrir o File Explorer (Explorador de Ficheiros). Em seguida, ir ao separador View (Ver) e assinalar a caixa de verificação junto de Hidden items (Itens ocultos).

Passo 2. Introduzir o seguinte caminho na barra de endereços e primir Enter:

 
C:\ProgramData\Microsoft\Windows Defender\Scans\History\Service
 

Em alternativa, pode-se navegar até esta localização pasta a pasta.

Passo 3. Seleccionar todos os ficheiros, clicar com o botão direito do rato e escolher Delete (Eliminar).

select the button to delete files 

Método 2. Utilizar o Visualizador de Eventos (manualmente)

O Event Viewer (Visualizador de Eventos) apresenta um registo de mensagens de aplicações e do sistema, incluindo erros, mensagens informativas e avisos. Se não se souber como limpar o histórico de protecção, pode-se utilizar este método seguindo os passos abaixo.

Passo 1. Escrever Event Viewer (Visualizador de Eventos) na caixa de pesquisa do Windows e clicar no resultado com a melhor correspondência.

Passo 2. Expandir Applications and Services Logs (Registos de Aplicações e Serviços) ao clicar na seta ao lado da opção. Em seguida, expandir Microsoft > Windows. Depois, desçer na lista e expandir Windows Defender.

Passo 3. Clicar em Operational (Operacional) e, no painel da direita, seleccionar Clear Log... (Limpar Registo...).

clear log 

Método 3. Utilizar o Windows PowerShell (automaticamente)

O Windows PowerShell é uma ferramenta de linha de comandos frequentemente utilizada para automatizar tarefas de administração do sistema. Pode-se utilizá-lo para configurar a eliminação automática do histórico de protecção do Windows Defender.

Passo 1. Escrever Windows PowerShell na caixa de pesquisa do Windows, clicar com o botão direito sobre o resultado e seleccionar Run as administrator (Executar como administrador).

Passo 2. Na janela apresentada pelo User Account Control (Controlo de Conta de Utilizador), seleccionar Yes (Sim) para permitir que a aplicação efectue alterações no computador.

Passo 3. Introduzar o seguinte comando e primir Enter:

Set-MpPreference -ScanPurgeItemsAfterDelay N

N corresponde ao número de dias após os quais pretende que o histórico de protecção seja eliminado automaticamente.

Por exemplo, se se pretender que o histórico de protecção seja eliminado automaticamente ao fim de 5 dias, executar:

Set-MpPreference -ScanPurgeItemsAfterDelay 5
 
Desta forma, o Windows Defender irá eliminar automaticamente os registos do histórico de protecção após o número de dias definido.
 
type the correct command to clear protection history 

Método 4. Utilizar o Editor de Política de Grupo Local (automaticamente)

O Local Group Policy Editor (Editor de Política de Grupo Local) é um suplemento da Microsoft Management Console (MMC). Através desta ferramenta, pode-se configurar e modificar definições de políticas de grupo. Também pode ser utilizada para eliminar automaticamente o histórico de protecção.

Passo 1. Primir as teclas Windows + R para abrir a janela Run (Executar).

Passo 2. Escrever gpedit.msc na caixa de texto e primir Enter.

type gpedit.msc

Passo 3. Expandir as seguintes pastas pela ordem indicada:

Computer Configuration (Configuração do Computador) > Administrative Templates (Modelos Administrativos) > Windows Components (Componentes do Windows) > Windows Defender Antivirus.

Passo 4. Na secção Windows Defender Antivirus, seleccionar Scan (Analisar).

Passo 5. No painel da direita, fazer duplo clique em Turn on removal of items from scan history folder (Activar a remoção de itens da pasta do histórico de análises).

choose Turn on removal of items from scan history folder 

Passo 6. Na nova janela, seleccionar Enabled (Activado). Em seguida, definir o número de dias durante os quais os itens devem permanecer na scan history folder (pasta do histórico de análises) antes de serem eliminados permanentemente e clicar em Apply (Aplicar).

Após este período, os itens do histórico de análises do Windows Defender serão removidos automaticamente de acordo com a configuração definida.

 enable automatic removal

 

Agora, todas as operações estão concluídas e já não será necessário limpar manualmente o histórico de protecção. O sistema irá eliminar automaticamente o histórico de protecção do Windows Defender de acordo com o número de dias que se definiu.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

[Info] DNS4EU: DNS da União Europeia

 



O DNS4EU é um novo serviço criado pela União Europeia para tornar a navegação na Internet mais segura e privada. Sempre que escrevemos o nome de um site no navegador, existe um sistema chamado DNS que encontra o endereço correcto desse site. Até agora, muitas pessoas utilizavam os DNS da Google, da Cloudflare ou dos seus operadores de Internet.

Com o DNS4EU, a União Europeia pretende oferecer uma alternativa europeia que cumpra as regras de protecção de dados do RGPD e que mantenha a informação dos utilizadores sob normas europeias. Além disso, o serviço inclui opções de protecção que ajudam a bloquear sites maliciosos, tentativas de fraude, spam, publicidade excessiva e até conteúdos inadequados para crianças.

Na prática, para o utilizador comum, o DNS4EU funciona como uma camada adicional de segurança ao navegar na Internet, ajudando a reduzir os riscos de aceder a páginas perigosas e reforçando a privacidade online. A sua utilização não requer programas especiais, bastando alterar as definições de DNS no computador, telemóvel ou router.

Em resumo, o DNS4EU procura oferecer aos cidadãos europeus uma Internet mais segura, mais privada e menos dependente de grandes empresas tecnológicas estrangeiras, permitindo que cada utilizador escolha o nível de protecção mais adequado às suas necessidades.


Lista de Endereços DNS disponibilizados

DNS não filtrado:
86.54.11.100 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:100

Proteção contra sites maliciosos e fraudulentos (Protective):
86.54.11.1 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:1

Proteção de Crianças (Protective + Child Protection):
86.54.11.12 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:12

Proteção contra spam e publicidade (Protective + Ad Blocking)
86.54.11.13 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:13 

Proteção infantil, spam e publicidade (Protective + Child Protection + Ad Blocking):
86.54.11.11 – (IPv6): 2a13:1001::86:54:11:11 

 

WebSite Oficial: https://joindns4.eu

 

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

[Dica] Mozila Firefox - Activar VPN

 


Firefox lançou VPN gratuita para todos

Os utilizadores da Internet são constantemente bombardeados por tentativas de roubo de dados e rastreio. Assim, qualquer notícia relacionada com a privacidade é bem-vinda. O browser Firefox tem uma VPN gratuita com muitas vantagens e, como seria esperado, algumas limitações.

A VPN gratuita do Firefox funciona como um proxy, oculta o endereço IP e encripta a ligação sem exigir a instalação de qualquer aplicação. Ao contrário de outras VPN gratuitas, não vende os dados e não mantém registos. Não deve ser esquecido que a Mozilla já tem uma VPN paga, a Mozilla VPN, pelo que, logicamente, não quer que a versão gratuita canibalize a paga, razão pela qual tem algumas limitações.

É uma VPN exclusiva para navegadores. Oculta o endereço IP quando se visita sites, mas não em aplicações fora do navegador. Além disso, o plano apenas permite 50 GB de dados por mês. Isto é suficiente para quem usar a VPN apenas para navegar na Internet, mas pode não ser suficiente se descarregar ou ver filmes em streaming. Como é gratuito, é normal que a sua velocidade de navegação seja reduzida. 

 

Outra limitação é que não se pode escolher o país de origem do endereço IP da VPN. Portanto, é inútil a quem precisar de um IP do Japão ou dos Estados Unidos para aceder a um website ou serviço. No entanto, pode-se escolher ligação entre 5 países: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido.

Estas limitações são esperadas numa VPN gratuita. A vantagem de utilizar a VPN do Firefox é que não se precisa de instalar qualquer aplicação ou extensão. Tem-se a tranquilidade de saber que não irá utilizar os dados. 

Como activar VPN no navegador Firefox

Se o navegador não possuir o símbolo de VPN no canto direito superior, 

 

Escrever na barra de endereços:

about:config

 

Procurar por:

browser.ipprotection.enabled

Alterar a condição 'false' para 'true' e o botão da VPN irá aparecer. 

Reiniciar o navegador e estará funcional. 

NOTA: é necessário ter conta de utilizador na Mozilla.

 

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

[Dica] Upgrade do Windows 10 para o Windows 11 em computadores não suportados

 How to Upgrade Windows 10 to Windows 11 For Free (Official)

Apesar de o Windows 11 já estar disponível há vários anos, ainda existem muitos computadores a executar o Windows 10 por não cumprirem os requisitos mínimos exigidos pela Microsoft.

Os motivos mais comuns são:

  • Processador não suportado pela Microsoft;
  • Ausência de TPM 2.0 (Trusted Platform Module);
  • Secure Boot desactivado ou não disponível na BIOS/UEFI. 

 

Em muitos casos é possível contornar estas limitações através de alterações ao registo do Windows (Regedit) ou utilizando métodos de bypass dos requisitos. No entanto, mesmo após essas alterações, o Windows Update pode não disponibilizar a actualização para o Windows 11, obrigando à realização de uma instalação limpa do sistema operativo.

Felizmente, existe um método simples que permite efectuar o upgrade para o Windows 11 mantendo os programas instalados, as configurações, os documentos e os ficheiros pessoais.

Antes de começar

Recomenda-se:

  • Fazer uma cópia de segurança dos dados mais importantes;
  • Confirmar que existe espaço livre suficiente no disco;
  • Desactivar temporariamente software de segurança que possa interferir com o processo de actualização.

Como proceder

1. Montar o ficheiro ISO do Windows 11

Faça duplo clique no ficheiro ISO do Windows 11. O Windows irá criar automaticamente uma unidade virtual com uma letra atribuída (por exemplo, D:, E: ou F:).

2. Abrir a Linha de Comandos como Administrador

  • Clique no Menu Iniciar;
  • Escreva cmd;
  • Clique com o botão direito em "Command Prompt" ou "Linha de Comandos";
  • Escolha "Run as administrator".

3. Executar o comando

Navegue até à letra da unidade onde o ISO foi montado e execute:

d:\sources\setupprep.exe /product server

Substitua a letra d: pela letra correspondente à unidade onde o ISO está montado.

 

O que acontece a seguir?

Após executar o comando, será iniciado o assistente de instalação com a indicação de que está a ser preparado o Windows Server.

Apesar dessa indicação, o instalador irá detectar automaticamente a licença actualmente instalada no computador (Windows 10 Home ou Windows 10 Pro) e actualizar para a edição equivalente do Windows 11.

Durante este processo serão preservados:

  • Programas instalados;
  • Configurações do sistema;
  • Contas de utilizador;
  • Documentos;
  • Fotografias;
  • Outros ficheiros pessoais.

 

Passo importante

Na primeira janela do instalador, clique em:

"Alterar a forma como o Setup transfere actualizações"

 

e seleccione:

"Agora não"

 

Esta opção evita que o instalador descarregue actualizações durante o processo de upgrade, reduzindo a probabilidade de verificações adicionais que possam bloquear a instalação em equipamentos não suportados.

Considerações finais

Embora este método permita actualizar muitos computadores considerados incompatíveis com o Windows 11, a Microsoft continua a indicar que estes equipamentos não são oficialmente suportados.

Na prática, o sistema funciona normalmente na maioria dos casos, mas futuras actualizações poderão introduzir novas verificações ou limitações.

Por esse motivo, é aconselhável manter sempre cópias de segurança actualizadas dos dados mais importantes antes de efectuar qualquer actualização de sistema.

Este seguimento de passos foi elaborado com as versões do Windows 10 22H2 Portuguese x64_v1 e Windows 11 25H2 Portuguese x64_v2, significa que versões posteriores, este métodos poderá não estar disponível.

 

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

[Info] 5 VPNs Gratuitas

 


VPNs gratuitas: vale a pena usar?

Nos dias que correm, ter uma ligação VPN fora de casa pode ser bastante útil, sobretudo quando utilizamos redes públicas (como Wi-Fi de cafés, hotéis ou aeroportos), onde o risco de intercepção de dados é mais elevado.

Idealmente, o mais seguro é utilizar uma VPN própria (por exemplo, configurada em casa), garantindo assim que todo o tráfego passa por uma ligação controlada por nós. No entanto, nem todos têm conhecimentos técnicos ou equipamento necessário para implementar esta solução.

Como alternativa, existem empresas que disponibilizam serviços VPN comerciais, como:

  • Surfshark
  • NordVPN
  • ExpressVPN
  • ProtonVPN

Estes serviços são pagos e oferecem, regra geral:

  • Encriptação forte (ex.: AES-256)
  • Políticas de no-logs (ou registo mínimo de dados)
  • Infraestrutura estável e rápida
  • Suporte técnico
  • Maior compromisso com a privacidade

Estas características fazem com que sejam, à partida, opções mais fiáveis quando comparadas com serviços gratuitos.


E as VPNs gratuitas?

Existem diversos serviços VPN gratuitos disponíveis online. No entanto, é importante compreender uma regra fundamental:

Se o serviço é gratuito, muitas vezes o produto és tu.

Alguns serviços gratuitos podem:

  • Registar e vender dados de navegação
  • Injectar publicidade
  • Ter segurança fraca ou mal configurada
  • Utilizar servidores partilhados sem controlo

Isto não significa que todos os serviços gratuitos sejam inseguros, mas o risco é significativamente maior.


Quando faz sentido usar VPNs gratuitas?

As VPNs gratuitas podem ser úteis em cenários específicos e de baixo risco, como:

  • Testar ligações VPN
  • Aceder a conteúdos com restrições geográficas
  • Navegação sem introdução de dados pessoais sensíveis

⚠️ Não é aconselhado utilizar VPNs gratuitas para:

  • Acesso a contas bancárias
  • Email pessoal ou profissional
  • Portais das Finanças
  • Dados confidenciais ou empresariais

Sempre que exista informação sensível envolvida, o mais prudente é utilizar serviços fidedignos.


Exemplos de VPNs gratuitas com suporte OpenVPN

Durante a análise, foram testados alguns serviços gratuitos, não pela sua fiabilidade, mas pela funcionalidade e compatibilidade com OpenVPN.

VPN Jantit

https://www.vpnjantit.com/free-openvpn

  • Requer registo gratuito
  • Permite criar utilizador e password
  • Ligações com tempo limitado
  • Disponibiliza tutorial em vídeo

VPN Gate

https://www.vpngate.net/en/

  • Não requer registo
  • Lista pública de servidores (geridos de forma voluntária)
  • Informação detalhada diretamente na página

💡 Nota: este projecto é académico e os servidores são operados por voluntários — o nível de confiança pode variar.


VPN Book

https://www.vpnbook.com/

  • Sem registo
  • Fornece servidores e credenciais públicas
  • Configuração simples

⚠️ As credenciais são partilhadas, o que reduz o nível de segurança.


IPSpeed

https://ipspeed.info/free-openvpn.php

  • Sem registo
  • Lista de servidores e localizações disponíveis
  • Configuração manual via OpenVPN

Caso especial: ProtonVPN (plano gratuito)

https://protonvpn.com/download-windows

  • Requer registo
  • Aplicação própria (não focado em OpenVPN manual para utilizadores comuns)
  • Possui plano gratuito com limitações

📌 Este é um dos poucos serviços gratuitos com alguma reputação sólida na área da privacidade, embora com:

  • Velocidades limitadas
  • Menor número de servidores
  • Sem funcionalidades avançadas nos planos gratuitos

Conclusão

As VPNs gratuitas podem ser úteis para situações pontuais e de baixo risco, mas não devem ser encaradas como solução principal de segurança.

Para utilização regular, especialmente com dados pessoais ou sensíveis, a recomendação continua a ser:

  • Usar uma VPN própria (se possível)
  • Ou recorrer a serviços pagos e reconhecidos

A segurança e a privacidade online não devem ser comprometidas — especialmente quando o custo de uma solução fiável é relativamente reduzido.


Nota final

Todas estas redes devem ser utilizadas com precaução.
Cabe ao utilizador avaliar o risco e escolher a solução mais adequada ao seu caso.

terça-feira, 19 de maio de 2026

[Dica] Criar ISO do Windows personalizado com autounattend.xml, ei.cfg

ISO Image Creator - Free download and install on Windows | Microsoft Store 

Depois de ter criado um tutorial sobre como proceder à criação de uma ISO de instalação personalizada do Windows 11 — baseada no projecto “Tiny11” — vou agora aprofundar este tema, explorando a personalização do script utilizado pelo Tiny11.

 

Para além disso, irei também abordar a utilização de ficheiros autounattend.xml e ei.cfg personalizados, permitindo a criação de ISOs de instalação tanto para o Windows 10 como para o Windows 11, totalmente adaptadas às necessidades de cada utilizador.

 

Há também uma ferramenta ‘Winhance’, pós instalação do sistema operativo que pode ajudar a remover certas funções do Windows indesejadas e criar autounattend.xml.

 

Tiny11 Builder

 

Como já vimos no ‘post’ anterior, Tiny11 Builder, é uma ferramenta que permite criar uma versão mais leve e simplificada do Windows 11.

De forma simples, ajuda a remover componentes desnecessários do sistema operativo, tornando-o mais rápido e menos exigente em termos de recursos.

 

As instruções seguintes são para utilizadores avançados.

 

Depois de transferir a versão mais actualizada do ‘Tiny11builder’

https://github.com/ntdevlabs/tiny11builder

 

Editamos o ficheiro ‘tiny11maker.ps1’

 

Podemos visualizar no código quais as funções que irão ser removidas na instalação do Windows.

Podemos também acrescentar funções ao script inicial.

 

Por exemplo, se quisermos manter o navegador Microsoft Edge, basta remover as linhas referentes à sua remoção.

Isto irá tornar a criação do Tiny11 ainda mais específica para cada caso.

 

 

autounattend.xml

 

Quando instalamos o Windows num computador, normalmente temos de seguir vários passos: escolher o idioma, aceitar os termos, criar um utilizador, entre outras configurações. Este processo pode ser repetitivo, sobretudo se fizermos várias instalações.

É aqui que entra o ficheiro autounattend.xml.

De forma simples, este ficheiro funciona como uma lista de instruções automáticas para o instalador do Windows. Em vez de termos de configurar tudo manualmente, podemos deixar tudo previamente definido, e o sistema faz o trabalho sozinho.

 

As instruções são para utilizadores medianos.

 

Um gerador autounattend.xml é uma ferramenta online que permite criar automaticamente um ficheiro autounattend.xml, utilizado para instalações automáticas do Windows.

Em vez de teres de se escrever o ficheiro manualmente (o que pode ser complicado), este site (criar autounattend.xml) apresenta-te um formulário simples, onde só é necessário escolher as opções que se pretende que sejam aplicadas — e ele gera o ficheiro xml final.

 

Este serviço permite criar ficheiros de respostas (normalmente denominados unattend.xml ou autounattend.xml) para realizar instalações automáticas do Windows 10 e do Windows 11, incluindo as versões 24H2 e 25H2. Os ficheiros de respostas gerados por este serviço destinam-se principalmente a ser utilizados com o programa de instalação do Windows executado a partir do Windows PE para realizar instalações limpas (em vez de actualizações).

 

Depois do ficheiro XML ser criado, é necessário colocá-lo na raiz da ISO ou da pen USB de instalação do Windows.

 

Ao iniciar o computador através desse dispositivo, o instalador do Windows irá detectar automaticamente o ficheiro e seguir todas as instruções definidas no mesmo.

Desta forma, a instalação decorre de forma automática, aplicando as configurações previamente estabelecidas no ficheiro autounattend.xml, sem necessidade de intervenção do utilizador.

 

ei.cfg

 

Na instalação do Windows 11 em computadores mais recentes, é comum não aparecer a lista de edições do sistema operativo (como Home, Pro, entre outras). Isto acontece porque algumas placas-mãe já incluem uma chave de produto associada pelo fabricante, que faz com que o instalador seleccione automaticamente a edição correspondente.

No entanto, quando se pretende instalar uma edição diferente do Windows, esta situação pode tornar-se um obstáculo.

Felizmente, existe uma forma simples de contornar este comportamento. Ao adicionar um ficheiro ‘ei.cfg’ à imagem de instalação do Windows, é possível definir previamente a edição a instalar ou, em alternativa, forçar o aparecimento da lista de escolhas durante o processo de instalação.

 

Para que seja apresentada a lista de escolhas, basta criar o ficheiro de nome ‘ei.cfg’ com o seguinte texto:

Um ficheiro ei.cfg simples pode ter o seguinte conteúdo:


[EditionID]

[Channel]
_Default

[VL]
0


EditionID → define a edição (ex: Home, Professional)

Channel → tipo de licença (Retail, OEM, Volume)

VL → indica se é licenciamento por volume (1 = sim, 0 = não)

 

Este ficheiro ‘ei.cfg’ deve ser colocado dentro da pasta ‘sources.

 

Winhance - Utilitário de optimização do Windows

O Winhance é uma aplicação que merece ser referida neste contexto devido à sua capacidade de optimizar e modificar componentes do Windows já instalados.

Esta ferramenta permite desactivar ou remover funcionalidades consideradas desnecessárias, contribuindo para um sistema mais leve e ajustado às necessidades do utilizador.

Para além disso, o Winhance (link github) disponibiliza também a funcionalidade de criação de um ficheiro autounattend.xml, que pode ser posteriormente integrado numa imagem de instalação (ISO) do Windows. Desta forma, é possível automatizar o processo de instalação já com configurações personalizadas previamente definidas.

 

Informação sobre procedimentos de instalação e configuração podem ser visualizados aqui.

 

UnattendedWinstall

O UnattendedWinstall (link github) utiliza os ficheiros de resposta da Microsoft (ou ficheiros de instalação automática) para automatizar e personalizar as instalações do Windows. Permite a desinstalação de aplicações e funcionalidades do Windows, bem como a alteração das definições do Windows durante o processo de configuração do sistema.